17/09/2019 por Change Academia

palavras-chave: , ,

Existem vários estudos sobre dependência e uso de drogas no Brasil. Um deles realizado pelo Centro Brasileiro de Informações Sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid), entidade ligada à Escola Paulista de Medicina, mostra que a maconha era consumida por quase 7% da população e a cocaína por cerca de 2% dos brasileiros.

Contudo, além dessas drogas ilegais, existe ainda o gravíssimo problema das drogas legalizadas, ou seja, do álcool, tabaco, ansiolíticos e anfetaminas ou inibidores do apetite. O álcool, por exemplo, de acordo com o Cebrid, é consumido por quase 70% dos brasileiros entre 12 e 65 anos de idade, enquanto a prevalência da dependência de álcool chega a 17,1% entre os homens e de 5,7% entre as mulheres (Carlini). No caso do cigarro, entre 25% a 35% dos adultos brasileiros dependem da nicotina.

O tratamento médico da dependência química é complicado, normalmente multidisciplinar e individualizado caso-a-caso. A dependência química ou de álcool, por se tratar de uma doença crônica, temresultados do tratamento semelhantes aos de outras doenças crônicas, como por exemplo, a asma, hipertensão, diabetes e outras. Por causa dessa complexidade, muitas vezes o procedimento médico é indispensável e, ao mesmo tempo, insuficiente para o tratamento da dependência química. Outras medidas devem ser adotadas e entre elas a prática de exercícios físicos, sabidamente recomendada.

O condicionamento físico do dependente químico e do alcoolista objetiva a eliminação das toxinas, a busca de um melhor relacionamento social, o estímulo para o lazer, o resgate da autoestima e a melhoria das condições musculoesqueléticas e cardiocirculatórias.

De modo geral, durante o tratamento da dependência química as recaídas são frequentes e nos primeiros seis meses 50% dos pacientes volta ao vício. No primeiro ano esse número beira desanimadores 90%. Mesmo assim as altas taxas de recaída da dependência não invalidam as iniciativas de tratamento, sendo um dos fatores mais importantes para o sucesso do tratamento a conscientização da natureza patológica da dependência.

Geraldo José Ballone

Renata B. Cirotto

Fonte: Psiqweb (http://www.psiqweb.med.br/site/?area=NO/LerNoticia&idNoticia=247)

Leia Também